A década do São Paulo de Leônidas da Silva

Os sanpaulinos sempre gostam de dividir o futebol paulista em antes e depois do Pacaembu. Pura verdade. Bastaram dois anos após a inauguração para o tricolor montar uma equipe inesquecível. A estrela maior era Leônidas da Silva, contratado ao Flamengo em 1942 e cuja estréia levou 63.281 pagantes ao Pacaembu. Há quem jure, porém, que, incluindo as pessoas que não pagaram ingressos havia mais de 71 mil presentes, recorde absoluto da história do estádio.

Um ano depois os rivais ainda não assimilavam a existência de um esquadrão e ironizavam: “Se a decisão for no cara ou coroa, o São Paulo só será campeão se a moeda cair em pé”. Pois caiu em 1943 e em outras quatro vezes nos anos quarenta. Também foi tricolor o primeiro bi campeonato no Pacaembu em 1945/46, com uma equipe que, quem viu jogar, jamais esqueceu: Gijo. Piolim e Renganeschi. Rui. Bauer e Noronha. Luizinho. Sastre. Leônidas da Silva. Remo e Teixeirinha.

O Palmeiras campeão em 1944 e 1947, ainda conseguiu quebrar a hegemonia sampaulina, mas um ano depois o São Paulo já estava pronto para mais um período de total supremacia como trader esportivo, trocando jogadores. Com um time renovado conquistou outro bi campeonato: 1948/49, tornando os anos quarenta uma década de completo domínio tricolor.

Nos anos quarenta e cinquenta a torcida do Flamengo se acostumou a ouvir a charanga do Jayme de Carvalho tocar nos jogos do rubro negro. Torcedor fanático do Flamengo, Jayme reunia musicos e torcedores que tocavam e torciam juntos. Era uma torcida organizada e comandada pelo amor que seus componentes tinham pelo Flamengo. Bem diferente dos dias de hoje.

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