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O presidente que atirou na outro
Outro caso que mostra que a
rivalidade era muito mais acesa algumas décadas atrás, aconteceu
entre os dois presidentes da época. Corria os primeiros anos da década
de trinta quando tudo começou. O CSA enviou um oficio para o CRB. Era
um desafio para um jogo amistoso. O clube da Pajuçara respondeu
pedindo para incluir jogadores de outros clubes afim de reforçar sua
equipe. O clube do Mutange não concordou e, em oficio resposta, usou
termos que a diretoria alvi rubra não gostou. Houve revide, e sempre
por meio de ofícios. A partir de então, as hostilidades aumentaram,
sobretudo, porque eram exploradas pelas crônicas dos jornais. Osório
Gatto escrevia para o Correio da Tarde. Ismael Acioli para o Jornal de
Alagoas. E um simples convite para uma partida amistosa, se
transformou numa guerra pessoal. Ao tomar conhecimento pelas crônicas
dos jornais, de uma ofensa direta do presidente azulino, Ismael Acioli
se sentiu atingido em seus brios de alto mandatário regateano, e
resolveu tomar satisfações pessoais. Avisado por amigos das intenções
de Ismael Acioli, Osório Gatto tratou de se prevenir, armando-se de
um revólver. O encontro dos dois presidentes verificou-se em plena rua
do Comercio, no centro da cidade de Maceió. Antes mesmo de qualquer
diálogo, o dirigente azulino sacou da arma e atirou
no presidente do CRB. Um dos disparos atingiu a coxa de Ismael
Acioli que logo depois da chegada de diversas pessoas, ele foi levado
para o Pronto Socorro. A guerra não acabou alí. Enquanto
Ismael Acioli estava hospitalizado, a diretoria do CRB ameaçou
publicamente dirigentes do CSA. Se o presidente viesse a falecer, os
azulinos sofreriam sérias conseqüências. Felizmente, porém, o
presidente se recuperou e voltou a sua vida normal. Mas, ficou
capengando em uma das pernas e carregando a bala que o feriu. A bala
jamais foi retirada. Ismael Acioli viveu o resta da vida com a marca
de uma tarde quase trágica, produto dos impulsos da juventude e
resultado de paixões desenfreadas. |
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