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- O Museu dos Esportes e as Comunidades
carentes
Lauthenay Perdigão
Futebol
é um dos esportes mais democráticos que existe. Dentro do campo, por
exemplo, não prevalecem sobrenomes, classes sociais ou níveis de
escolaridade. Todos os atletas são iguais e têm nas mãos instrumentos
parecidos. Por outro lado, a torcida vibra com a mesma paixão,
sentimento que reflete um convívio pacifico entre torcedores de todas
as camadas sociais. Esta mágica do esporte que, em dobradinha com o
carnaval, cria um solido elo entre a cidade e as comunidades carentes. E
é muito mais importante na integração das próprias comunidades. E
também funciona como um meio do povo extravasar todas suas emoções.
O Museu dos Esportes Edvaldo Alves de Santa Rosa tem dado um importante
passo para promover, através do esporte, a integração entre as
comunidades carentes de Maceió com o objetivo de estimular novos
talentos e de unir os moradores de diversas comunidades. Por isso, nos
últimos cinco anos, tem organizado o CAMPEONATO INFANTIL DAS
COMUNIDADES CARENTES DE MACEIÓ. Uma das maiores preocupações do Museu
dos Esportes é colaborar com uma rigorosa campanha de prevenção, onde
o esporte desempenha um papel importante. Principalmente em relação as
categorias de base, onde os jogadores ainda têm personalidade em formação.
Outro ponto fundamental para ser tratado é o combate a violência e as
drogas, o que deve ser constante por parte de atletas e dirigentes.
O campeonato, com certeza, também está colaborando para a consolidação
de diversas metas. Como a promoção da paz, a valorização das
comunidades e a conseqüente promoção da cidadania, com o devido
acompanhamento psicológico. Justamente por isso, é que esse projeto é
de grande profundidade social. E o futebol ajuda a desenvolver uma
disciplina mental e grande concentração, além de liberar o atleta
para a criatividade, ampliando sua formação moral e corporal, sem
falar no aperfeiçoamento técnico.
O esporte pode ser o maior aliado na luta pelo combate as drogas e o
melhor caminho que já provou ser bem mais eficaz que severas punições.
Através do exercício físico, crianças e jovens são atraídos para
uma convivência em grupo marcada pela solidariedade. As necessidades de
respeitar os limites estabelecidos e as regras da competição, acabam
se tornando um aprendizado essencial ao processo de desenvolvimento
humano. A prática de se exercitar e de ultrapassar a cada dia os próprios
limites do corpo, como único objetivo de subir mais um degrau,
direcional o atleta. O saldo é uma vida centrada, saudável e, com
certeza, mais distante do mundo das drogas. Tudo isso dentro de um
ambiente de diversão, mas com responsabilidade. O potencial educativo e
de socialização do esporte é muito maior do que se imagina. Por outro
lado, temos a possibilidade de descobrir talentos em todas as faixas etárias.
Ao apresentarmos a eles uma nova alternativa de vida, estamos
investindo, antes de tudo, no futuro do pais.
Cidadania
também se conquista com sonhos, com utopia e projetos para o futuro. O
futebol é o caminho mais rápido para que as crianças se tornem cidadãos
com a força de um chute, num gramado em que ganham a identidade de
craques destemidos. Os jovens que correm atrás da bola nos campos sem
grama do Dique Estrada, dribla preconceitos, trabalha com itens de
condutas fundamentais para a sua formação: a liderança, o espirito de
coletividade e a igualdade de forças. Ajudado, é claro, pelos técnicos
e pelos árbitros que acaba de dar o sentido de justiça nessa pequena
estrutura social que vira festa quando surge um gol.
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