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![]() Os
historiadores divergem quanto ao lugar onde o futebol apareceu
primeiro, se na França ou na Inglaterra. Na França, teria
chegado através dos romanos, que lá estiveram liderados por Júlio
César nos anos 58 a 51 Antes de Cristo. Entretanto, o mais
antigo documento relacionado com o tema é o livro DESCRIPTIO
NOBILISSIMAE
CIVITATIS LONDINAE, de Williaim Fitzstephen, escrito em
1175. Ele comenta um
jogo disputado durante a SHROVETIDE, uma espécie de terça
feira gorda, quando os habitantes de várias cidades inglesas
passavam a chutar uma bola de couro pelas ruas, comemorando a
expulsão dos dinamarqueses no período de domínio anglo-saxônico.
A bola, no caso, simbolizava a cabeça de um oficial do exército
invasor e, segundo consta, foi exatamente com esta cabeça que o
jogo teve sua origem. Durante
muito tempo, por ocasião da SHROVETIDE, o futebol teve para o
futebol inglês um sentido essencialmente cívico, sendo
disputado apenas nos festejos anuais. Com o passar dos anos, o
esporte se tornou popular entre os habitantes de Chester e
Kingston. A popularidade cresceu tanto que, em 1314, o Rei
Eduardo II decidiu proibir que se praticasse o jogo na
Inglaterra.
Temia que desviando as atenção para a bola, os jovens
se descuidassem do arco e flecha, esporte evidentemente mais útil
para uma nação em guerra. Outros soberanos também foram
contra o jogo da bola. Entre eles, Ricardo II, Henrique IV,
Henrique VIII e Elizabeth I. Os
italianos também reclamam para si, a criação do futebol, ou cálcio
para eles. No dia 17 de fevereiro de 1529, quando Florença era
sitiada pelas tropas do Príncipe de Orange, duas facções políticas,
lideradas por aristocráticos, resolveram decidir uma velha rixa
num jogo de bola no Piazza Santa Croce. As duas equipes, cada
uma com vinte e sete jogadores, estavam uniformizadas. Uma de
verde e outra de branco. Elas se enfrentaram violentamente
durante algumas horas. A partida entrou para a história e faz
parte da tradição popular florentina, sendo reproduzida todos
os anos, no dia 24 de junho, dia de São João, padroeiro da
cidade de Florença. Os reclamos dos italianos, eram porque o
jogo tinha regras definidas e que são observadas até hoje em
suas reconstituições anuais. Vinte e sete jogadores que eram
divididos em suas posições. A bola podia ser jogada tanto com
os pés como com as mãos e tinha que ser introduzidas na meta
adversária, uma barraca armada ao fundo de cada campo. O ponto
praticamente decidia o jogo. Apesar de sua origem ter sido
marcada pela violência dos dois times, o cálcio representa um
estágio mais avançado do futebol em relação ao que se
praticava, na mesma
época, nas ruas da Inglaterra. Os jogadores tinham posições
definidas e as regras eram claras. O tranco e o pontapé
significavam infrações graves que eram anotadas por dez
juizes. Até hoje, os italianos se recusam a chamar
futebol de futebol. Para eles, futebol é e sempre será
CÁLCIO. Durante
muitos anos, o jogo de Rubgy e o jogo de Futebol seguiam o mesmo
caminho. Mas esbarravam sempre num problema que era a falta de
uma uniformização de regras para os dois jogos. Os estudantes
universitários ingleses escreveram artigos em jornais de
Londres que eram apelos veementes para que o futebol definisse
suas regras. No dia 26 de outubro de 1863, realizou uma reunião
com representantes de onze clubes e escolas para debater a questão.
Se não se chegou a um acordo com relação as regras, pelo
menos se descobriu que rubgy e futebol teriam que seguir
separados. A
medida que ia deixando de ser um
jogo violento e nocivo, o futebol passou a apaixonar seus
praticantes. A grande transformação passou a se fazer notar no
início do século XVIII, quando jovens de famílias ricas e
aristocráticas, integrantes de escolas públicas inglesas,
viram-se obrigados a trocar seus passatempos. O tiro, a esgrima,
a caça e a equitação foram trocados pelos jogos em grupos.
Logo, as primeiras tentativas de se estabelecer um regulamento
para o futebol , uma espécie de regra deveria prevalecer sobre
todas as outras. Para começar, não seria permitido
colocar a mão na bola. Desse modo, o futebol chega ao século
XIX mais organizado, dignificado pela adesão dos universitários,
abençoado pela aquiescência dos reis, admirado pelos cronistas
da época e, engrandecido pela paixão popular.
Os
seguidores do futebol, pé na bola, como sugere o próprio nome,
estabeleceram suas leis e fundaram THE FOOT BALL ASSOCIATION,
nome que é mantido até hoje pela Liga Inglesa, e deram foram
definitiva a um jogo que mais tarde se transformaria numa paixão
popular. O futebol foi codificado oficialmente no dia 01 de
dezembro de 1863, a partir das nove regras estabelecidas pôr
Cambridge e submetidas aos representantes dos clubes e
universidades numa reunião realizada no dia 24 de outubro de
1863. Mas a aprovação, apenas, não era o bastante. Havia
necessidade de se distribuir cartilhas nos clubes, nas escolas,
nas livrarias e bancas de jornal, através de livros de regras.
Essas regras foram sendo sucessivamente modificadas, e novos
manuais passaram a ocupar o lugar das primitivas cartilhas. Em
1868, instituiu-se a figura do JUIZ. Em 1878, um ano depois se
adotar, pela primeira vez o travessão de madeira, surgiu o
apito, já que até então era na força do grito que o juiz
anunciava suas decisões em campo. Em 1882, Inglaterra, Escócia,
Pais de Gales e Irlanda fundaram a INTERNATIONAL BOARD, que até
hoje regula as leis do jogo no mundo inteiro, já como órgão
assessor da FIFA. Houve uma total revisão das regras em 1891,
quando apareceram as redes nas balizas e foi oficializado o pênalti.
Em 1896, cresce a autoridade do JUIZ, que deixa de ser um
simples tira teima, e passar a se guiar pelo texto da lei. Nos
últimos anos do século, fixam-se o numero de jogadores em
onze, as dimensões do campo, o tamanho da bola e a duração da
partida. Os limites das áreas datam de 1901, as leis do
impedimento começaram a partir de 1907, definindo-se em 1924.
Uma nova revisão foi feita em todo o texto em 1938. Uma vez
uniformizado, codificado e organizado, o futebol não tardaria a
se transformar no mais popular e universal de todos os esportes.
A popularização se fez rápida e regularmente, com o apoio dos
jornais, cartazes exibidos nas ruas, folhetos distribuídos em
casas comerciais, bares e teatros. |
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