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Alagoas campeã brasileiro de voleibol feminino
alberto oliveira - 2005
Uma vitória incontestável. Assim foi construído o título conquistado ontem, pela Seleção Alagoana de Voleibol Juvenil Feminino na decisão do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão. Jogando sem oferecer brechas para que o time catarinense pudesse impor o que tem de melhor volume de jogo , Alagoas atropelou por 3 sets a 0 com parciais de 25/23, 25/14 e 25/15.
A conquista do título foi um prêmio para um grupo que aparentemente iniciou a competição desacreditado, com problemas na fase final de preparação a atacante Gabriela torceu o tornozelo e só jogou a competição gra ças a estrutura da FAV e do CRB e com uma base infanto–juvenil, Alagoas venceu todas as dificuldades com duas características de um time vencedor: determinação e concentração.
O time alagoano chegou a provocar nas outras equipes um sentimento de rejeição pelo fato de ser time "fechado". O que parecia "sapato alto", era na verdade espírito de concentração. O grupo estava determinado e fechado em buscar o título. "Treinamos muito e fizemos muitos sacrifícios para conseguir esse título. Chegamos a treinar às 6h da manhã, isso significa que as meninas acordavam as cinco para tomar café", afirmou a técnica Bárbara Tenório.
Há muito tempo não se via um time favorito a conquista de um título desmoronar da forma como Santa Catarina despencou diante de Alagoas. Sem ter nada a ver com a situação, as alagoanas impuseram um jogo de força e muito volume de jogo, curiosamente, as principais características do time catarinense. Parando para entender a vitória alagoana encontram–se três motivos evidenciados: concentração, espírito coletivo e jogadoras com poder de decisão. Justamente, o que faltou na equipe catarinense. O time sentiu a pressão de enfrentar a seleção "dona da casa" em uma partida decisiva e com uma animada torcida contra.
Outro aspecto a ser analisado é que jogadoras importantes com Natália Zilio campeã mundial com a Seleção Brasileira Infanto–Juvenil não renderam o esperado. Sem ter um conjunto forte as jogadoras se conheceram no dia de viagem para Maceió e, até mesmo a atacante Natália, chegou a capital alagoana depois das companheiras de seleção e com a individualidade em baixa, Santa Catarina simplesmente não rendeu.
A partida só teve um momento com cara de decisão de título. No primeiro set, foi um duelo de alto nível. Nervoso, com muitos erros de ambos os lados e com grandes atuações individuais. No final do set, a atacante alagoana Gabriela Aieska assim como fez durante toda a competição decidiu a parada.
No segundo set, Alagoas devolveu a Santa Catarina, o segundo set na disputa pelo primeiro lugar da chave na quarta–feira, quando Santa Catarina não tomou conhecimento de Alagoas e fechou o set com incríveis 25 a 9. Pois quis o destino que a mesma situação se repetisse, desta feita em favor de Alagoas.
Com 25 a 9, Alagoas não deixou Santa Catarina jogar.
Nas arquibancadas, a torcida gritava "ace...ace..ace...", a cada saque do time de Alagoas e as jogadoras respondiam com pontos.
Veio o terceiro set e foi apenas a confirmação do que estava claro: Alagoas seria campeã. Desde a disputa da primeira bola, Alagoas já mostrou a sua força e acabou garantindo a conquista de forma absoluta.
Na seqüência foi só comemorar. Na cerimônia de premiação, a capitã Bárbara Gabriela "Baby" ergueu o troféu e comandou a volta olímpica da equipe campeã.
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