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Album do Futebol - Domingos da Guia
Arquivos do Museu dos Esportes
Foto de Domingos da Guia com a camisa do Vasco da Gama em 1934.
França, 1938, Estádio de Marselha, semifinais da Copa do Mundo. A seleção brasileira perdia de 1x0 para a Itália, mas pressionava o adversário em busca do empate. Aos 17 minutos do primeiro tempo, quando todos no estádio já previam o gol do Brasil, veio o golpe fatal. Piola, um atacante alto e troncudo da esquadra azurra, inconformado com a impiedosa marcação do clássico e talentoso Domingos da Guia, provocou um dos lances mais discutidos da história do futebol. Um pênalti que custaria a perda da terceira Copa do Mundo e marcaria para sempre a carreira de Domingos da Guia que reclama da marcação do arbitro –
Domingos afirmava que aquela derrota de 2x1 para os italianos está atravessada na sua garganta até hoje (1986 quando ele deu essa entrevista). Segundo Domingos da Guia não houve pênalti algum. É que o Brasil não podia ganhar da Itália do Mussolini. O árbitro apenas cumpriu sua missão, a de dar a vitória aos italianos. O lance foi claríssimo. Domingos e Machado não permitiram que Piola tentasse qualquer jogada na área brasileira. Era uma marcação leal, mas severa. Numa dessas jogadas individuais, Piola cruzou tão mal que a bola saiu pela linha de fundo. Com o estádio inteiro vaiando aquele lance bisonho, Domingos passou perto de Piola e deu um leve sorriso. Foi o bastante para que o italiano desse um pontapé em Domingos dentro da área. Depois do pontapé Domingos saiu correndo atrás do Piola para revidar. O juiz assistiu tudo de perto e correu em direção do brasileiro que pensava que estava expulso. Não era isso, o arbitro marcou pênalti contra o Brasil. Pela narração de Domingos o juiz não poderia dar o pênalti porque o jogo estava parado.
Reconhecido até hoje com um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro em todos os tempos, Domingos da Guia sempre era o principal jogador dos times que defendeu. Foi assim até 1946, quando Flávio Costa o dispensou da seleção brasileira. Ele consegui a incrível façanha de ganhar um tri campeonato por três clubes em paises diferentes: 1933 (Nacional de Montevidéu). 1934 (Vasco do Brasil) e 1935 (Boca Junior da Argentina).
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