Rubinho completou dez anos na Formula 1

       Rubinho passou o dia anterior conhecendo a equipe. Jantou no Pizza Hut e se entupiu de sorvete. Não conseguiu dormir naquela noite, ansioso que estava. Enfim, no dia 26 de novembro de 1992, andou pela primeira vez com um F-1.

Há exatos dez anos, no circuito de Silverstone, na Inglaterra, Rubens Barrichello começava sua aventura na categoria. Foi o o primeiro teste pela Jordan, time no qual correu por cinco temporadas, entre 1993 e 1996.

"É uma coisa do outro mundo", disse o estreante, então com 20 anos, após o treino.

Dez anos depois, Barrichello se surpreendeu ao ser informado da marca. "Não me lembrava da data", disse, ao ler reportagens da Folha da época do teste. "Foi realmente uma coisa do outro mundo. Lembro que não dormi mesmo à noite, louco para que chegasse o teste."

Na ocasião, o piloto completou seis voltas no carro de 1992, com motor Yamaha -em 1993, o propulsor já era Hart.

Durante o ano, o mesmo carro havia sido usado por outro brasileiro, Mauricio Gugelmin.

Hoje, nem a Jordan sabe dizer com precisão onde está aquele chassi. Provavelmente, nas mãos de algum colecionador na Europa ou nos EUA.

"Chequei com o nosso departamento técnico, que não tem essa informação. Não sabemos dizer a localização exata desse carro", afirmou Helen Temple, assessora da equipe inglesa.

Apresentado há dez anos por Eddie Jordan como "um dos pilotos mais brilhantes que apareceram no automobilismo nos últimos tempos" e como "campeão mundial num futuro muito próximo", Barrichello demorou para deslanchar.

Levou 124 GPs para vencer pela primeira vez -recorde de espera na história da F-1. Hoje, acumula cinco vitórias e seis poles. Com 162 provas, é o 14º piloto que mais correu na categoria. Entre os brasileiros, tem um GP a mais do que seu ídolo, Ayrton Senna, e está atrás apenas do desafeto Nelson Piquet, que disputou 204 corridas.

Neste ano, foi vice-campeão mundial, melhor resultado da carreira. De férias no Brasil, só deve voltar a testar pela Ferrari no ano que vem.