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Na história da civilização, freqüentemente encontramos citações que
documentam o papel do remo, seja como simples aplicação em
canoagem, seja nas formas mais estruturadas de navegação e
transporte, com preponderante importância no comércio e no
combate. Na história militar e comercial do antigo Egito e até na civilização
Pré-Helênica de Creta encontram-se registros indiscutíveis da
importância do Remo, o que, diga-se de passagem, figura como uma
constante nas operações do mesmo ramo, de todos os povos
imperialistas e conquistadores da Antigüidade. O remo, como competição, também não é recente e os ingleses registram
uma prova anual de skiff, que é disputada desde 1715, além da
Regata “Oxford-Cambridge”, que se iniciou em 1829. Nos Estados
Unidos, desde de 1852, é disputada a regata “Yale-Harvard” e,
na França, desde de 1840, surgiram as primeiras sociedades náuticas. Quando se reorganizaram as Olimpíadas, no final do ano de 1896 sob a
inspiração do Barão de Coubertin, o remo já fez parte do
elenco de competições, o que permanece até a presente data. No Brasil, a presença do Remo como forma de competição esportiva também
não é recente e registra-se a disputa de provas em 13 de maio de
1888, na Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro, com a participação
das guarnições da escola Militar e Naval, que passou a ser
chamada de “Regata da Abolição”. Oficialmente, somente em 5
de junho de 1898 foi realizada a primeira regata no Rio de
Janeiro. A organização internacional do remo data de 25 de junho de 1892, com a criação da Fedération Internacionale des Sociétés D’Aviron (FISA), no Congresso de Turin, por iniciativa da Federação Italiana. Até hoje a FISA é a entidade internacional que controla e dirige o Remo.
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